Boi Caprichoso vai contar a história da arte cabocla no festival 2017

O presidente do Caprichoso durante a coletiva de imprensa (foto: divulgação)

Tecedura: A Gênese da Cultura Cabocla; Encantaria: O Imaginário Caboclo; Arte: Criação Cabocla. Foram esses os três atos do espetáculo do Boi-Bumbá Caprichoso 2017 “A Poética do Imaginário Caboclo” apresentados pelo coordenador do Conselho de Arte, Ericky Nakanome, aos jornalistas do Amazonas e do Brasil, com a presença dos itens. O presidente azulado, Babá Tupinambá, e o vice-presidente, Jender Lobato, comandaram a coletiva de imprensa do Caprichoso na Chácara Aninga, na manhã desta quarta-feira, 28 de junho.

Na primeira noite do Festival Folclórico de Parintins 2017, o Boi Caprichoso chega na arena com uma gigantesca alegoria, rica em estética e acabamentos, assinada pelo artista Juarez Lima para demonstrar quais as influências e como a cultura cabocla foi forjada. Reverenciar o cineasta Silvino Santos e o índio com a alegoria “Cine Teatro Brasil de Parintins” será o segundo momento do espetáculo do Boi Caprichoso.

Na segunda noite, o Boi Caprichoso aposta no viés afro descendente com pés fincados na força da encantaria. O bumbá começa com a alegoria do artista Jucelino Ribeiro, a Lenda Amazônica “Dom Sebastião”, um touro negro e a estrela de ouro, história que se passa nas praias dos lençóis maranhenses, com ênfase a cidade encantada representada por Parintins, na visão do Boi Caprichoso.

O bumbá abre o terceiro ato do espetáculo com uma Figura Típica Regional autêntica do Boi Caprichoso, “O Calafate”, os carpinteiros navais construtores das embarcações do bairro da Francesa, reduto azulado, com alegoria do artista Ney Meireles. A mesma alegoria vai se transfigurar em exaltação folclórica sobre a história da construção da Catedral de Nossa Senhora do Carmo em razão do Festival Folclórico de Parintins.
Confeccionada pelos artistas Ferdinando Carivardo, Nonoca Costa, Tárcio e Marcel Vieira, a Lenda Amazônica “Tesouros da Cabanagem” aborda a revolução dos negros e índios contra o Imperador Dom Pedro, compreendido pela visão tétrica de um cavaleiro do apocalipse, fundamentado nos relatos caboclos. Outra alegoria será Icamiabas, feita pelo artista Pojó Carvalho. Para encerrar a terceira, o Boi Caprichoso apresenta o ritual de Transcendência Tariana, com alegoria do artista Ozéas Bentes.

 

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