Como combater o crime com sucatas?

Na quinta-feira (12) policiais militares denunciaram como eles estão indo tirar serviço, muitos com os fardamentos em condições criticas. Eles exigem auxílio-fardamento, assim como ocorre com os oficiais.

Surrado e até mesmo desgastados, essas são as condições do fardamento de um profissional que trabalha nas ruas de Manaus e do interior do Estado. E, principalmente, cuida da segurança da população. É uma vergonha um soldado ter que correr atrás de bandido e ter sua calça rasgada. Ele vira motivo de chacota. É vergonhoso ainda, no meio de uma ocorrência, um PM ficar sem sola do sapato. Merecemos respeito por parte do governo, queremos também ter o auxílio-fardamento.

Frisou um cabo da PM que não quis ser identificado.

Quando estão de serviço ou em ação, os servidores alegam que os fardamentos rasgam ou muitas vezes são confeccionados com tecido de má qualidade. O material se desgasta muito rápido, devido ao clima da região Amazônica. Os praças da Polícia Militar do Estado do Amazonas (PMAM) muitas das vezes tiram do seu próprio bolso para terem novos fardamentos e de qualidade, assim como acontece com a alimentação. Enquanto em outros estados existem leis que determinam que as fardas da PM sejam compradas pelo comando e doadas aos PM na proporção de uniforme de passeio (traje social) e fardamento de serviço.

O comando acha os argumentos insuficiente, os militares exigem que o Governo do Estado faça o ressarcimento dos gastos feito pelos praças para a aquisição de peças para os uniformes são necessárias para o desempenho das atividades operacionais e administrativa da segurança pública. Segundo os policiais que denunciaram o ocorrido, os praças recebem apenas esse auxílio, quando são promovidos a Sargento na quantia valida a R$ 5.000,00 e apenas uma única vez.

Associação dos Praças do Estado do Amazonas (APEAM) entregou uma minuta de lei no dia (21) de março ao presidente da Comissão permanente de Segurança Pública Deputado Estadual Cabo Maciel (PR), que trata sobre dois auxílios: fardamento e alimentação. Os pleitos são exigidos pela categoria desde o movimento reivindicatório ocorrido em 28 de abril de 2014, onde foram apresentados ao governo do estado.

Na questão da alimentação, existia um contrato com a Ripasa, empresa responsável por fornecer a alimentação aos policiais militares, através de um contrato milionário e alvo de investigação devido indícios de favorecimento no processo licitatório. Várias denuncias foram comunicadas em decorrência de objetos estranhos encontrados na alimentação e condições precárias das cozinhas onde ocorre a manipulação dos alimentos. Na minuta de lei apresentada pela APEAM, os policiais terão direito a receber 15% do soldo do soldado (R$ 341,25) para o custeio mensal da alimentação.

O Regulamento de Uniformes da Polícia Militar do Estado do Amazonas (RUPMAM) prevê que o Estado deverá fornecer o fardamento aos cabos e soldados para desempenho da função policial militar. No entanto, os policiais estão a mais de 03 anos sem receber o material. A proposta da APEAM institui, anualmente, o pagamento de 01 (um) soldo do 1º Sargento para comprar uniformes.

Segundo o presidente da APEAM esta na hora de lembrar o governo novamente das propostas que não oneram os cofres do Estado. “O contrato com a Ripasa acabou e o momento é propício para instituir o auxílio-alimentação. Outro ponto é o auxílio-fardamento, que deve ser disponibilizado ao policial, pois o agente não pode continuar arcando com essa despesa. A instituição deve prover o material”, destacou Gerson.

 

Foto: APEAM