
O Museu do Seringal Vila Paraíso realizou, no sábado (23), mais uma programação da 24ª Semana Nacional de Museus. A atividade, promovida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, reuniu estudantes, famílias e visitantes em experiências voltadas à memória, diversidade cultural e reflexão sobre identidade amazônica.
A programação integrou as ações nacionais promovidas pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em celebração ao Dia Internacional dos Museus, comemorado em 18 de maio. Neste ano, o tema da campanha foi “Museus unidos em um mundo dividido”, incentivando atividades pedagógicas, experiências interativas e ações de convivência nos espaços culturais.
Durante a visita ao Museu do Seringal, localizado no Igarapé São João, na área rural de Manaus, o público acompanhou uma apresentação teatralizada sobre o ciclo da borracha, conhecendo aspectos históricos ligados à extração do látex, ao cotidiano dos seringueiros e ao funcionamento dos antigos seringais amazônicos. O percurso também apresentou práticas tradicionais da região, como o preparo da farinha.
Segundo a gerente de museus da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Aline Santana, a proposta da programação foi aproximar o público dos espaços museais por meio de experiências culturais e educativas. “Museu é afeto, identidade, patrimônio, cultura e convivência. Hoje as pessoas querem participar, interagir e viver experiências dentro desses espaços. É isso que buscamos proporcionar durante essa programação”, destacou.
Além da visita mediada, a programação contou com uma roda de conversa sobre a língua nheengatu, voltada para estudantes e visitantes, abordando a importância da valorização das línguas originárias e dos saberes tradicionais amazônicos.
A atividade também incluiu uma degustação de culinária amazônica conduzida pela professora doutora Cláudia Araújo de Menezes, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Durante a experiência, os participantes acompanharam o preparo de um picadinho de peixe servido com farofa de dendê.
“Por meio da cultura a gente fala sobre pertencimento, memória e identidade. É importante valorizar os nossos ingredientes, os nossos modos de preparo e reconhecer isso como parte da nossa história”, definiu Cláudia Araújo.
A programação reuniu ainda alunos da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (Funati), que participaram das atividades culturais e realizaram apresentações de dança country e carimbó no espaço.
Para a professora Socorro Gomes, a iniciativa proporcionou um momento de aprendizado e integração entre diferentes públicos. “Além de conhecer toda essa história do museu, é uma experiência muito importante para os nossos alunos participarem dessas atividades culturais e desse contato com a nossa memória”, ressaltou.
Ao longo da semana, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa realizou uma programação intensa em museus e espaços culturais da capital, com atividades educativas, oficinas, visitas mediadas e ações interativas voltadas à valorização do patrimônio histórico e cultural do Amazonas.









