O Amazonas registrou a sexta maior taxa de mortalidade infantil do País, com 18,7 mortes de crianças menores de um ano para cada mil nascidos vivos. Segundo dados das Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2015, divulgados, nesta quinta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em comparação com 2014, houve uma redução de 0,7 mortes de recém-nascidos para cada mil no ano passado.
Segundo dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), em 2015, 264 crianças não chegaram a completar um ano e morreram no Estado. Municípios como Manaus, Caapiranga, Eirunepé, Novo Aripuanã e Parintins registraram 35 mortes de crianças menores de um ano por pneumonia.
Conforme o IBGE, a mortalidade das crianças menores de 1 ano, é um importante indicador da condição de vida socioeconômica de uma região. De acordo com o disseminador de informação do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira, o resultado mostra que embora o Estado possua mais riquezas que outras unidades da federação, a condição econômica não garantiu uma melhora na qualidade de vida dos amazonenses.
“Não melhorou a situação de vida geral para homens e mulheres, particularmente dos recém-nascidos, porque a taxa de mortalidade ainda é bem alta”, disse.
A questão logística do Estado também foi levada em conta, na avaliação de Nogueira. Segundo ele, as mulheres que vivem em áreas rurais do Estado e em comunidades de cidades do interior do Estado não conseguem realizar o mesmo acompanhamento do pré-natal que o realizado na capital.
“Uma mãe que mora no interior, em Ipixuna, em Caapiranga, por exemplo, ter a probabilidade da assistência de ela ter sua fase do pré-natal cumprida é muito pequena e isso corrobora diretamente na taxa de mortalidade infantil”, explicou.









