A Receita Federal reconheceu nesta segunda-feira (11) que o ministro do STF, Gilmar Mendes, foi alvo de apuração preliminar interna no órgão. Em nota, o fisco ponderou que não pactua com “ilações de práticas de crimes” e disse que não há procedimento formal de fiscalização sobre o magistrado.

Na sexta (8), a coluna Radar, da revista Veja, mostrou que a Receita teria aberto uma investigação para identificar supostos “focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência” do magistrado e de sua mulher, Guiomar Mendes.

No mesmo dia, a Corregedoria da Receita Federal instaurou apuração para esclarecer os fatos.

Nesta segunda, o órgão afirmou que as afirmações “constantes no documento que acompanha a matéria não estão amparadas em evidências verificadas durante o procedimento de análise preliminar, de caráter interno, que podem ou não resultar de forma motivada em abertura de procedimento de fiscalização”.

Ao pedir que o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, buscasse apuração dos fatos, Mendes afirmou que os documentos deixariam claro que se trata de investigação criminal, o que “aparentemente transborda do rol de atribuições dos servidores inominados”.

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