
A Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA), o Gaponga e a Orquestra de Bioinstrumentos (OBIA) se apresentam juntos, pela primeira vez, nesta sexta-feira (06/11), às 20h, no Teatro Amazonas, com o espetáculo “Sinfonia da Floresta”. A apresentação marca uma colaboração inédita entre os três grupos, que compartilham o palco em uma formação concebida para reunir diferentes expressões e sonoridades musicais.
Sob a regência do maestro Marcelo de Jesus, o concerto contará com a participação da OCA, Orquestra de Bioinstrumentos do Amazonas, do grupo Gaponga e do convidados especiais Eduardo Gomes (Dudu) e Bárbara Mustafa. Os ingressos custam a partir de R$ 80,00 com valores que variam conforme o setor escolhido no teatro.
Com concepção e direção geral de Celdo Braga e Sofia Amoedo, arranjos de Neil Armstrong, o espetáculo propõe um encontro entre a linguagem da música orquestral e as expressões sonoras da Amazônia. A apresentação explora referências aos rios, à floresta, às águas e aos modos de vida da região, estabelecendo um diálogo entre música, poesia e identidade cultural.
O programa apresenta uma sequência de 23 peças, entre composições musicais e intervenções poéticas, que evocam diferentes paisagens e manifestações da vida amazônica. Entre os títulos estão Cantos da Floresta, Água Doce, Elementos, A Marca da Enchente, Chuva Branca, Amazonas, Caminhos de Rio, Tempo das Águas Grandes, Vitória Régia e Banzeiro.
A presença da Orquestra de Bioinstrumentos do Amazonas acrescenta ao espetáculo uma dimensão sonora ligada aos elementos naturais e às referências culturais da região. Ao lado da Orquestra de Câmara do Amazonas, o grupo integra uma proposta musical que aproxima diferentes formas de produção sonora e valoriza a diversidade artística amazônica.
Música, poesia e identidade amazônica
A concepção artística de Celdo Braga conduz a narrativa musical de “Sinfonia da Floresta”, articulando composições e poemas que abordam a relação entre a natureza e a experiência humana na Amazônia.
O repertório inclui momentos poéticos como Identidade, Bala de Barro e O Rosto de Deus, além de obras como A Gaiola e o Passarinho, kuinã, Oração do Vento, Igapó, Pinicapau, Paneiro e Cheiro de Caboca. As peças percorrem diferentes referências culturais e ambientais, compondo um panorama artístico inspirado no universo amazônico.
Com arranjos de Neil Armstrong, as obras ganham uma abordagem orquestral, interpretada pela Orquestra de Câmara do Amazonas sob a regência de Marcelo de Jesus. A participação do grupo Gaponga, da Orquestra de Bioinstrumentos do Amazonas amplia o encontro de linguagens musicais proposto para a apresentação.
Ao reunir instrumentos, vozes poéticas e referências à cultura regional, “Sinfonia da Floresta” apresenta ao público uma experiência que tem a Amazônia como inspiração e protagonista, destacando sua riqueza sonora, suas paisagens e sua identidade cultural.









