
A relação entre saneamento básico, qualidade de vida e desenvolvimento socioeconômico foi o foco do workshop “Saneamento e Saúde”, realizado na manhã desta quinta-feira (9), no Palácio Rio Negro. A iniciativa integra o lançamento do movimento Saneamento Salva, que surge com a proposta de ampliar o debate público e mobilizar a sociedade para garantir o acesso universal ao saneamento como um direito de todos.
O evento reuniu especialistas que apresentaram dados e análises evidenciando o saneamento como um dos principais pilares do desenvolvimento humano. Segundo a gerente de Relações Institucionais do Instituto Trata Brasil, Cintia Torquetto, diversos estudos comprovam o impacto direto desses serviços na qualidade de vida da população.
“Quando falamos em saneamento, falamos principalmente em saúde – aspecto mais evidente devido à redução de doenças de veiculação hídrica -, mas também em educação, produtividade, geração de renda, turismo e preservação ambiental. Trazer esse tema para discussão, especialmente no contexto amazônico, é fundamental”, destacou.
Promovido pela Águas de Manaus, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto na capital, o encontro também reforçou a importância de democratizar o debate como forma de engajar a população. Para o presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos, o saneamento é uma responsabilidade coletiva.
“A ausência de saneamento básico afeta toda a comunidade. Basta que uma única residência faça o descarte inadequado de esgoto para que haja proliferação de doenças como verminoses, dengue e leptospirose. Precisamos garantir o acesso universal e o uso adequado dessa infraestrutura essencial. A plataforma Saneamento Salva nasce para oferecer conteúdo acessível e de qualidade, reunindo dados, estudos e informações que incentivem a mobilização social em todo o país”, afirmou.
A programação contou ainda com palestras de representantes da saúde estadual e municipal, além de lideranças comunitárias. Participaram a diretora de Inteligência de Dados da Saúde Municipal (Semsa), Sanay Souza Pedrosa; o gerente de Inteligência Geográfica, Bruno Barros de Oliveira; e o gerente de Riscos Não Biológicos da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Ronaldo Adriano Marques da Silva.
“Esse evento é muito importante porque vai entregar a plataforma que vai trazer informações relacionados ao saneamento. Nós sabemos que saneamento de fato salva, que trás benefícios para a população. Esse é um momento de troca de informações de debate do tema. Todos saem ganhando”, destacou a diretora de Inteligência de Dados da Saúde Municipal (Semsa), Sanay Souza Pedrosa.
Manaus em destaque
Dados do Instituto Trata Brasil mostram que a região Norte é uma das mais impactadas pela falta de saneamento no país. De acordo com levantamento divulgado neste ano, apenas 62,8% da população da região tem acesso à água tratada e 16,6% à coleta de esgoto.
Nesse cenário, Manaus se destaca pelos avanços recentes. Atualmente, a capital já universalizou o acesso à água tratada e atingiu 40% de cobertura de esgotamento sanitário.
“Desde a chegada da Águas de Manaus, houve avanços importantes no saneamento da cidade. Levamos água tratada a áreas de difícil acesso, como becos, rip-raps e palafitas, e seguimos ampliando o sistema de esgotamento. No entanto, para que os benefícios sejam plenamente percebidos, é fundamental o envolvimento do poder público, organizações e da própria população. A informação é essencial para que todos compreendam a importância e participem desse processo”, ressaltou o diretor-presidente da concessionária, Pedro Augusto Freitas.









