Quartos de luxo ficam “boiados” em Miami

Os hotéis da ensolarada Miami, nos Estados Unidos, estão sofrendo com a diminuição do turismo brasileiro e com um boom da construção que adicionou milhares de quartos no mercado.

O valor das diárias está caindo. Na grande Miami, a receita por quarto disponível –um indicador das tarifas e taxas de ocupação conhecido como “revpar”– caiu todos os meses deste ano e, em abril, esse foi o pior dos 25 principais mercados dos EUA, segundo a STR, uma fornecedora de dados sobre o setor hoteleiro.

A Marriott International, que deve se tornar a maior operadora de hotéis do mundo, disse em sua conferência sobre lucros do primeiro trimestre que Miami é uma das suas áreas mais fracas nos EUA.

A cidade, conhecida pelas influências latino-americanas e pela badalada noite de South Beach, está sendo afetada pelo excesso de oferta de hotéis e pela procura insuficiente. Um inverno inusitadamente ameno na América do Norte reduziu o número de visitantes, e os brasileiros, uma importante fonte para o turismo, estão recuando porque a moeda de seu país está em queda, e a economia, em recessão.

As incorporadoras imobiliárias que correram em aproveitar o grande interesse de turistas ricos agora enfrentam a perspectiva de uma abundância de quartos, particularmente no segmento de luxo.