
MANAUS – O Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) realiza, na manhã desta terça-feira (29 de setembro de 2026), a sessão especial de votação que definirá os novos dirigentes da Corte de Justiça para o biênio 2027/2028. O pleito rompe um ciclo de dez anos sem confrontos diretos na corte e coloca fim às expectativas de uma escolha por aclamação.
O processo de escolha, regulado pela Lei Complementar n.º 261/2023, exige voto direto, aberto e maioria absoluta dos 26 desembargadores aptos que compõem o Tribunal Pleno. Diferente de anos anteriores, os magistrados declaram suas escolhas individualmente e em voz alta, seguindo a ordem decrescente de antiguidade.
Após duas gestões consecutivas definidas por consenso, o ambiente político de bastidores se tensionou e refletiu em candidaturas concorrentes para a Presidência e a Vice-Presidência. De acordo com informações de bastidores publicadas pelo portal BNC Amazonas, o clima de racha se consolidou após desgastes internos recentes envolvendo a votação da lista do Quinto Constitucional.
• Presidência: o atual vice-presidente da Corte, desembargador Airton Luís Corrêa Gentil, desponta nos bastidores como o favorito da disputa. Contudo, o cenário de candidatura única foi desfeito com o registro oficial do desembargador Cláudio César Ramalheira Roessing, consolidando o primeiro embate direto na corte desde 2016.
• Vice-Presidência: a cadeira também é alvo de disputa direta entre a desembargadora Onilza Abreu Gerth e o desembargador Cezar Luiz Bandiera.
• Corregedoria-Geral de Justiça: a única função pacificada no pleito é a de corregedor-geral, cargo para o qual a desembargadora Vânia Maria Marques Marinho concorre de forma consensual e sem adversários inscritos.
Em seu breve discurso, o Desembargador eleito presidente, Airton Gentil, garantiu que trabalhará para unificar e fortalecer o Tribunal de Justiça do Amazonas









