quinta-feira, 2 de julho de 2026
TCE

Incubadoras e centros de pesquisa de todo o país visitam Nilton Lins e destacam bioeconomia na Amazônia

Foto: divulgação

A Incubadora InBioTa e o Centro de Inovação Tecnológica Moinho, ambos da Universidade Nilton Lins, receberam na manhã desta quinta-feira (2), a comitiva da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) para uma vista técnica ao campus, instalações e projetos da instituição no setor de startups, bioeconomia e sustentabilidade.

Principal entidade do ecossistema de inovação no Brasil, a Anprotec foi fundada em 1987 e reúne centenas de parques tecnológicos, incubadoras, aceleradoras, startups e instituições de pesquisa brasileiras, desenvolvendo projetos de capacitação e articulando políticas públicas para o setor.

Durante o encontro, representantes de todo o país conheceram a estrutura e os projetos da Nilton Lins, com destaque para a economia criativa e a bioeconomia. A comitiva também visitou startups que já operam na universidade e laboratórios utilizados para pesquisa e desenvolvimento.

Para o coordenador da InBiota e gestor do Moinho, Zamith Filho, a visita técnica irá ampliar a integração entre os atores do setor.

“Com ações efetivas desenvolvidas na Nilton Lins, estamos evoluindo no Amazonas, buscando sempre a inovação, excelência, respeitando a floresta e os povos tradicionais e já iniciamos conversas com representantes de Roraima e Minas Gerais, interessados na troca de informação e projetos conjuntos”, afirmou.

Amazônia em Foco

Representando a Pulsar, uma das principais incubadoras tecnológicas do país e que integra o Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de Santa Maria (RS), Jeanne Mainardi destacou o potencial do estado.

“Desde já colocamos à disposição nossos laboratórios e professores, porque devemos nos unir e trabalhar em conjunto para todo o setor crescer no Brasil. No país inteiro, a burocracia é um dos maiores entraves, mas no Amazonas, em compensação, a biodiversidade tem um potencial imenso a ser pesquisado e a estrutura que encontramos no Moinho tem todas as condições para se tornar referência nacional”, disse Jeanne.

Fabiano Pereira, representante da incubadora da Faculdade Dom Bosco, de Mato Grosso do Sul, também ressaltou as semelhanças e diferenças entre os estados.

“No Mato Grosso do Sul temos três biomas. Aqui vocês têm a Amazônia inteira como campo de estudo, o que é um ativo ambiental único. Aliado ao conhecimento dos povos da região, isso pode superar desafios de logística e colocar o Amazonas na vanguarda”, avaliou.