A rainha saiu do script!

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Acostumada a viver numa eterna peça de teatro, a Rainha de Copas foi vista saindo do próprio script nos últimos dias. Como foi? Bem, TROPEÇAR nas pernas passeando pelo mundo subterrâneo ela já estava acostumada, principalmente após ingerir todas as xícaras de chá estupidamente gelado que ela tanto ama.

Dessa vez, o vexame foi mesmo hilário, mas em pétit comitê! Isso porque os bonecos de gente deram para escondê-la, temendo pela vergonha constante a que estão submetidos!  Nem Alice escapou. E a Rainha fez um show sem script! Só que a agora o mundo subterrâneo nem estremece mais dada a mesmice da coitada, que anda tão deprimida. Só que prozac e malte mexicano (tipo extra) gelado não combinam muito!!! Oremos.

A Rainha de Copas e suas sandálias da humildade…

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Era uma vez um reino desencantado, localizado no mundo subterrâneo para além da floresta. Nele morava uma Rainha de Copas. Mulher extravagante e de pavio curtíssimo, tinha o estranho hábito de comprar bonecos de gente para enviar inusitados recados aos inimigos (toda a humanidade).

Cansados do papel de “bobos do rei”, os bonecos foram desaparecendo e a deixaram falando sozinha. E eis que a rainha, tomada de uma inesperada humildade, resolveu trocar suas sandalinhas de malévola por algo comovente, que realmente convencesse os súditos de que era portadora de uma alma translúcida e bondosa (como se isso fosse possível). Olhou todas as sapatarias do reino, experimentou todas as sandálias da humildade e escolheu aquela que mais se parecia com sua máscara preferida: uma cafonice de ouro e pedras preciosas, para encobrir as lágrimas que jorram do seu coração irado. Ela conseguirá aplacar sua dor com ouro? OREMOS!

 

As estratégias da rainha

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O mundo subterrâneo tocou o sino da quarentena, aquela medida que somente toca quando bate o desespero na rainha.
Vez por outra ela troca de estratégia para ganhar sua tão sonhada estrelinha premiada, mas cada vez se afasta mais desse delírio, digo, sonho encantado. Uma vez, contratou o melhor Arganaz do reino só para ele fazer adivinhas. Ele cobrou caixas imensas de moedas de ouro, prometeu tantas estrelinhas que se fossemos contar, suas promessas secariam o céu… E nada.

Depois que percebeu ter sido ludibriada pelo Arganaz, contratou bonecos de gente para fantoches de recados, mas eles não distribuíram os bilhetes prometidos, pois apenas queriam as caixas de moedas. Quando as recebiam, eles desapareciam misteriosamente. Depois ela contratou os corvos, as lebres, as raposas e… NADA! E eis que a gaveta de estratégias abriu mais uma vez. Decidida a provar que está  “de mal com a maldade”, deixou o reino em quarentena, pois todos sabem que tocaram os sinos do DESESPERO. Nessa hora, quem tem juízo fecha suas portas e janelas e deixa apenas uma fresta para observar as inquietudes da megera.

Até Alice se pegou a olhar por cima do ombro da rainha com curiosidade. “Que relógio estranho!” notou ela. “Diz o dia do mês, mas não diz as horas e nem o ano”. Ela respondeu: o ano e as horas serão sempre os mesmos, passam os dias e nada muda no reino, porque eu prefiro assim.

Agora está explicado. Por isso as estratégias dão errado. Tudo é sempre uma grande farsa. Que tal, Alice?

O preço da rainha

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O Grifo conhece bem a figura. Ela tem um pavio curtíssimo, é autoritária e responde a qualquer sinal mínimo de desrespeito com a pena de decapitação, o que lhe custou a má fama por todo o mundo subterrâneo. No entanto, o Grifo diz que isso é apenas delírio da megera e ninguém jamais foi realmente decapitado. Apenas seu nome foi jogado no caldeirão.

O pior foi que ela começou a negociar suas maldições. Quem não a obedecesse, pagaria caro, pois ela não abre mão de conquistar  a sua estrelinha premiada.

–  Quanto você quer para sumir daqui, perguntou-lhe o Grifo?
Ela disse: quero simplesmente ser a dona dos porcos!

Oremos….

A aposta!

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Era uma vez uma aposta no mundo subterrâneo. A Rainha de Copas jogou toda a sorte nela. Disse que acabaria com o Gato Risonho e não teria pena (e desde quando ela conhece a compaixão?). Pediu a todos os moradores que não lhe abrissem a porta, não lhe estendessem o tapete, não lhe contratassem os serviços dos quais ele é especialista (a arte de ser e fazer os outros FELIZES).

E apostou que ele seria derrotado. Mas ela perdeu e como perdeu feio. O Gato Risonho está mais risonho do que nunca; entre e sai dos palácios dourados e suas gargalhadas são vistas e ouvidas além mar. O motivo? Ele é bom, puro, engraçado e brilhante e ela é má, desumana e falsa. Nem sua máscara nova consegue mais disfarçar sua rudeza e crueldade! Na eterna luta do bem contra o mal, qual será o seu destino? Quem viver verá nos próximos capítulos!

A viagem da Rainha

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Amanheceu nublado no mundo subterrâneo. Após várias cabeças cortadas e um surto de envenenamento por mercúrio, a população ficou bastante reduzida naquelas veredas. Sem lebres, sem gatos, sem bonecos de gente, intoxicada pela lagarta azul e com a ira do Chapeleiro, a Rainha de Copas resolveu viajar para trocar a máscara que já estava DESGASTADA.

Foi buscar um reforço no mundo do tabuleiro. E trouxe. A nova hóspede é a duquesa trabalhada na profissão dos sapos e  caldeirões. Ela promete transformar a BUNITA na campeã de estrelinhas por toda a eternidade. E eis que a Rainha perguntou à hóspede: quanto tempo dura o eterno? Ela respondeu: às vezes dura um segundo!

E a rainha ficou ali sentada, os olhos fechados… Por exatamente um segundo quase acreditou estar no País das Maravilhas, embora soubesse que bastaria abri-los e tudo se transformaria em insípida REALIDADE. Oremos…

Até a Lebre adoeceu

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Oh, você não tem como evitar, disse o Gato, “somos todos loucos por aqui. Eu sou louco. Você é louca”. Nesta direção, disse o Gato, girando a pata direita, mora um Chapeleiro. E nesta direção, apontando com a pata esquerda, mora uma Lebre de Março. Visite quem você quiser, são ambos LOUCOS.

O problema é que a Lebre de Março, o mais que fiel escudeiro da Rainha de Copas, está muito mal. Abandonado e envenenado pela altas doses de maldade da BUNITA, ele não reconhece nem mesmo a mãe. É grave o quadro. Não come, não sai para passear pela floresta, não se interessa mais pela chuva de prata que tanto lhe acendia os olhos. Para quem era acostumado a varar madrugadas acordado no reino, velando as loucuras e a falta de sono da megera, ele foi simplesmente DESCARTADO como aquelas cartas das quais ela costuma enjoar. Quem será o próximo?

A Lagarta Azul chegou no mundo subterrâneo

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A Rainha de Copas, após explodir o labirinto do mundo subterrâneo, receber alta do hospital e voltar para sua toca, encontrou pela floresta a Lagarta Azul e não desgruda mais da nova companhia.

Apaixonada pelo ser rastejante, a Rainha de Copas não sabe como explicar a metamorfose, já que outrora se gabava de que jamais viraria borboleta. Mas não teve jeito e ninguém segura mais: Rainha de Copas e Lagarta Azul abandonaram a crise de identidade e vivem juntas, a apreciar belos narguilês e observar o por-do-sol. Pilhéria em todos os cantos do reino. Oremos!

cachimbo 2

 

Soou o alarme no mundo subterrâneo

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A rainha de Copas adoeceu. Provavelmente envenenada pelas altas doses de magia negra, ela perdeu a conexão com o país das maravilhas. No início, batia de porta em porta ordenando aos moradores que proibissem o gato risonho de entrar, pois como “dona do mundo subterrâneo”, ela achava realmente que tinha o poder de mandar nos lares alheios.

Mas com o tempo, nenhum súdito obedecia, pois seus sinais de delírio eram evidentes e sua companhia era sempre sinal de mau agouro. E então a rainha começou a tentar decifrar enigmas e apelou para as magias que a empurraram para o labirinto. Desde aí ela não reconhece mais os seus vizinhos. Nem o gato risonho, nem o chapeleiro maluco, nem a lebre; espantosamente, nem Alice ela sabe quem é. O jeito foi interná-la. Quem sabe um dia a cura aparece. OREMOS!

 

PhD na arte da enganação

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Tentem descobrir o que a majestade Rainha de Copas e a famosa rua paulistana 25 de Março têm em comum. O Gato de Cheshire, chamado em petit comitê de gato risonho, já sabe muito bem. Péssimos hábitos: nenhuma das duas escondem que dominam o assunto genérico.

Explico: o gatinho risonho foi vítima, assim como outros TANTOS, da falta de educação da RC em um de seus aniversários, ao ser presenteado com um lindo suíço TAG Heuer. Como nada é eterno, só o amor de Deus por nós, o mimo parou. Pensando que se tratava de uma troca de bateria, ele foi à loja credenciada para devida manutenção da engenhoca. E para sua surpresa e total constrangimento o TAG era mais falso que uma nota de R$ 3. Edouard Heur, fundador da marca, deve ter se revirado no túmulo! O que fazer nessas horas? Como o risonho não tem -nem por meio de fumaça – contato algum com a tal criatura nefasta, jogou a “léplica” na lixeira mais próxima; assim como a equívoca “colegagem” de outrora.

Conclusão: descobrimos mais uma habilidade da megera, além de ser expert na arte da maldade, a imperatriz gosta de presentear com grifes falsas seus “amigos-simpatizantes-colegas”. Ninguém mais duvida: A Rainha de Copas é igual as garrafas semelhantes às do champanhe legítimo, não passa de um vinho carbonatado barato. Se é que vocês me entendem… Oremos!