O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato, afirmou que, pela importância dos processos que Teori Zavascki julgava, “ele foi um verdadeiro herói”. A declaração foi dada após ele participar do velório do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), na sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre. O juiz se referia ao trabalho do ministro relator da Lava Jato.
Moro disse que foi prestar sua homenagem junto com outros juízes federais e que todos estão muito consternados e se recusou a responder perguntas sobre como ficaria a relatoria da Lava Jato no STF com a morte de Teori e disse que veio apenas participar do velório.
Em uma conversa reservada, o juiz afirmou que “nem tudo está perdido”, em referência ao futuro da Lava Jato. “Todos estamos desolados. É uma perda muito grande para a magistratura e a vida continua”, disse Moro.
Já o presidente Michel Temer chegou ao velório às 13h25, após ter pousado na base aérea de Canoas. Temer viajou acompanhado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e do ministro das Relações Exteriores, José Serra.
Temer disse que só vai indicar o substituto de Zavascki “após a indicação de um novo relator”. Caberá à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, redistribuir o processo. A ministra já indicou que deve redistribuir o processo entre os dez integrantes da Corte.
A primeira representante do STF a chegar ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, logo pela manhã de sábado, foi a ministra Cármen Lúcia.
Presente ao velório, o ministro do STF Dias Toffoli disse que não é o momento de se conversar sobre quem herdará a relatoria da Lava Jato na corte com a morte de Teori. Em breve declaração durante o velório do colega, Toffoli comentou que ele será lembrado pela simplicidade e humildade. “É uma perda pessoal que nos abala muito. Eu vim dar um beijo em um grande amigo”, comentou.
O caixão do ministro foi coberto com a bandeira nacional e foram posicionados dois telões ao lado do corpo com fotos da carreira dele. Em conversas durante o velório, o filho do ministro, Francisco Zavascki, tem repetido que não sabe como aguentará a morte do pai.









