
Um ponto de resistência e valorização da arte local vem chamando atenção no Millennium Shopping, na zona Centro-Sul de Manaus. A galeria Palácio das Artes, fundada e administrada pelo marchand e artista plástico José Carlos Pinheiro de Lima, reúne obras de nomes consagrados e novos talentos da cena amazonense, além de abrir espaço para outras expressões culturais, como literatura, artesanato e até aulas de xadrez aos sábados.
Com mais de 30 anos de atuação no mercado artístico, José Carlos explica que o espaço nasceu ainda em 1998 e já passou por diferentes endereços em Manaus, acompanhando as transformações da cidade e do próprio mercado artístico. Em 2025, a galeria ganhou um novo ponto fixo dentro do Espaço Cultural do Millennium Shopping e tem se destacado como um importante polo de valorização da arte amazonense na capital.
“Ao longo desses anos, tive o privilégio de conhecer grandes nomes da nossa pintura. Muitos já partiram, mas deixaram um legado importante, e hoje temos a oportunidade de manter essas obras vivas”, contou o artista plástico.
Segundo a coordenadora de marketing do Millennium Shopping, Elizandra Xavier, o espaço cultural surgiu como uma forma de aproximar o público da arte e dar mais visibilidade aos talentos da região. Para ela, a iniciativa também ajuda a tornar o shopping mais vivo e conectado com a realidade cultural da cidade.
“A gente entende que o shopping também pode ser um espaço de cultura, não só de compras. Trazer a galeria para cá é uma forma de valorizar os artistas locais e fazer com que mais pessoas tenham contato com esse trabalho no dia a dia”, disse Elizandra.
José Carlos, que atua como agenciador de obras de artes, explica que a galeria também funciona como um elo entre artistas e o público. Segundo ele, parte das obras expostas chega por meio de famílias e colecionadores.
“Muitas dessas obras chegam até mim por meio de famílias e clientes. Às vezes, a pessoa sai de uma casa e vai para um apartamento e as obras, que são grandes, já não cabem mais. Então elas trazem para eu comercializar. Funciona também assim”, destacou.
Além de preservar a memória artística, o espaço também aposta no incentivo a novos talentos, segundo José Carlos. Entre os artistas contemporâneos, ele destaca Francimar Barbosa e Nailson Novato, que representam uma nova geração da arte local.
O acervo inclui ainda nomes históricos como Moacir Andrade, Manoel Santiago, Ronaldo Steven e Anísio Mello, artistas que marcaram a cultura amazonense, segundo José Carlos. “Moacir Andrade, por exemplo, foi reconhecido na França, na década de 1980, como o ‘artista dos trópicos’. Isso mostra a dimensão da nossa arte”, destacou.
O artista plástico afirma ainda que o local também se transformou em um ponto de encontro cultural. Em parceria com o projeto Canoa da Cultura, idealizado pelo jornalista Evaldo Ferreira, o espaço recebe lançamentos de livros e eventos literários mensais. Segundo ele, também há espaço para o artesanato regional, reforçando a diversidade de expressões artísticas.
A programação inclui ainda atividades como saraus e, aos sábados, aulas de xadrez abertas ao público, ampliando o acesso à cultura e ao conhecimento dentro do ambiente do shopping. “Nosso objetivo é valorizar o artista amazonense em todas as suas formas”, resume José Carlos.
Para mais informações sobre as aulas de xadrez aos sábados, as obras de arte ou qualquer outra atividade cultural, o número para contato é (92) 98182-6390.









