Centec anuncia programação para a Semana de Combate ao Bullying

A coordenação do evento destaca que é importante trabalhar o assunto dentro do ambiente escolar, para que, futuramente, os alunos não sofram as consequências promovidas pelo bullying também no mercado de trabalho (foto: divulgação)

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, instituído pela Lei federal 13.277/2016, o Centro de Ensino Técnico (Centec) promove, entre os dias 2 e 7 de abril, uma série de palestras, exposições, teatro e outras atividades voltadas ao esclarecimento sobre o tema, ainda desconhecido por muitas pessoas. O evento, denominado de Semana de Combate ao Bullying, será realizado na própria sede da instituição, localizada na avenida Djalma Batista, bairro São Geraldo, Zona Sul de Manaus, para alunos do ensino médio técnico (mediotec) e demais cursos profissionalizantes oferecidos pelo Centec.

O Dia Nacional de Combate ao Bullying é celebrado no dia 7 de abril, e, segundo a diretora geral do Centec, Amanda Estald, o objetivo da programação é alertar e conscientizar os adolescentes, jovens e adultos em formação na instituição sobre as discriminações e preconceitos relacionados a cor, raça, aparência ou orientação sexual que são traduzidas em brincadeiras de mau gosto, e que, na maioria das vezes, ocorrem nas próprias salas de aulas.

A coordenação do evento destaca que é importante trabalhar o assunto dentro do ambiente escolar, para que, futuramente, os alunos não sofram as consequências promovidas pelo bullying também no mercado de trabalho. Amanda ressalta que, ao contrário do que muitos imaginam, essa situação não se repete apenas em escola de educação básica ou para crianças. A agressão psicológica atinge também ambientes frequentados por adultos, sejam eles espaços de ensino, profissionais ou familiares.

“Durante seis dias, estaremos aproveitando a nossa equipe multidisciplinar composta por engenheiros, fisioterapeutas, enfermeiros entre outros profissionais, para abordar, da melhor forma possível, a temática do bullying. Temos alunos que há anos não entravam numa sala de aula. Por isso é necessário que seja feito esse trabalho de conscientização e alerta dentro da escola”, enfatiza Estald.

A diretora exemplificou a gravidade do assunto citando os diversos casos de assassinatos ocorridos em escolas do mundo todo e que foram cometidos por pessoas que sofreram bullying ainda na fase infantil, dentro de uma sala de aula. Ela esclarece que a vítima da agressão psicológica acaba acumulando um sentimento de revolta. No entanto, as pessoas que estão ao seu redor, dificilmente, percebem a mudança de comportamento e agem com naturalidade.

“Recentemente, um caso de bullying ocorrido em Orlando (EUA), chamou a atenção do mundo. Um jovem entrou na escola armado e atirou nos colegas de sala. Na ocasião, ele alegou que sofria bullying”, disse.

Responsável pela disciplina de humanização no Centec, a professora Keli de Souza explica que fará trabalhos de motivação com os alunos para incentivá-los a serem pessoas e profissionais com diferenciais, com um comportamento mais honesto e muito mais humano. Ela ressalta que é preciso fazer com que os estudantes se coloquem sempre no lugar do próximo para evitar que essa prática se torne algo comum.

“Meu módulo no Centec é a humanização, e isso ajuda muito a transmitir a ideia de combate ao bullying. Sempre falo aos meus alunos sobre a questão de valorizar o próximo e de si mesmo. A partir do momento que existe respeito mútuo, não há espaço para ofensas e apelidos maldosos”.

Keli, que também já foi vítima de diversas agressões psicológicas durante sua vida estudantil, revela que, além do trabalho de sensibilização dentro das salas de aula, a orientação e o suporte da família são fundamentais para manter o equilíbrio mental de quem sofre ou já sofreu bullying.

“Eu fui vítima de bullying quando era criança, mas as ofensas naquela época não eram vistas como bullying. Eu chegava chorando em casa, contando para minha mãe que tinham me chamado de gorda e outros apelidos agressivos. Eu me sentia mal, magoada, mas não levei isso para a minha vida. Minha base familiar sempre foi boa, os meus pais nunca deixaram eu me sentir inferior a qualquer outra pessoa”, conta.

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