quinta-feira, 19 de março de 2026
TCE

Cúpula da Saúde sem médico

Os compromissos do governo Michel Temer com saúde pública não passam pela intensa participação de médicos na gestão do Ministério da Saúde. O ministro Ricardo Barros, que é engenheiro, escolheu um dentista, Antônio Nardi, para ser seu “vice-ministro”, isto é, o secretário-executivo. A Secretaria de Atenção à Saúde, considerada a “alma” do ministério, é chefiada por um administrador, Francisco Figueiredo.

Até a indicada para o cargo de secretária de Gestão Estratégica do Ministério da Saúde não é médica. É a fisioterapeuta Gislaine Bucarin.

O engenheiro Marcos Fireman, ligado ao PP, partido do ministro da Saúde, vai trocar a CBTU pela Secretaria de Ciência e Tecnologia.

Há áreas administrativas que podem ser exercidas por profissionais de outras áreas, mas em saúde o comando de médicos é fundamental.

José Serra nem tem formação superior completa, mas foi considerado um bom ministro da Saúde, no governo FHC: cercou-se de médicos.

Após o fechamento da edição, o Ministério da Saúde respondeu:

O Ministério da Saúde informa que a estrutura administrativa da atual gestão está sendo recomposta de forma responsável e criteriosa, inclusive no que se refere à escolha dos dirigentes de cada uma das áreas e departamentos da pasta, que vem sendo feita com base em parâmetros de comprovada capacidade técnica e da ampla experiência em Saúde de cada gestor nomeado. A gestão do ministro da Saúde, Ricardo Barros, aposta num corpo técnico capaz de aprimorar as políticas já existentes e também de propor novas ações.