Segundo Prefeitura, Manaus pode atingir o pico de 4,2 mil sepultamentos no mês de maio

Capital amazonense vive colapso funerário

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(foto: Chico Batata)

Com média de 100 sepultamentos por dia, enterros noturnos e conflitos sobre o sistema de agrupamento de caixões, a Prefeitura do Município de Manaus estuma que o cenário pode piorar, segundo projeção divulgada pelo órgão, o número de enterros na capital pode chegar a 4,2 mil no próximo mês. No último domingo (26), foram registrados 140 sepultamentos desde o início da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus.

O número total de sepultamentos registrados pela Prefeitura incluem mortes em geral e também por Covid-19. Segundo boletim epidemiológico divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), nesta terça-feira (28), o Amazonas já registrou mais de 350 mortes pela doença e tem mais de 4,3 mil casos confirmados. Do total de mortes pelo novo coronavírus, 274 foram em Manaus.

Por conta desse aumento, Manaus fez uma parceria com um crematório local e, desde o último sábado (25), quando o serviço teve início, 15 cremações foram realizadas. Equipes do cemitério realizam um trabalho para convencer familiares a adotarem pela método, evitando uma superlotação no local.

Um novo procedimento de empilhar caixões havia sido tomado por conta do aumento drástico no número de sepultamentos na capital. Diante da repercussão negativa sobre o empilhamento dos caixões de pessoas mortas em Manaus, a prefeitura voltou atrás e informou que não serão mais realizados sepultamento em ”sistema de camadas” no cemitério público Nossa Senhora Aparecida.

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